NT-2026.10.12 DOSSIÊ PENTEST
BYPASS WAF COM EVILWAF: TÉCNICAS DE BYPASS DE FIREWALL WEB
EvilWAF é um proxy MITM transparente e scanner de WAF que a referência apresenta em modos de proxy e varredura, com foco em características da camada de transporte.

Introdução
A demonstração apresenta o EvilWAF como uma ferramenta de código aberto voltada a testar defesas de firewall de aplicações web por meio de características da camada de transporte.
A fonte contextualiza a mudança dos WAFs, que passaram de comparações simples de padrões para análises de comportamento. Nesse cenário, a proposta descrita para o EvilWAF é atuar na conexão usada pela ferramenta de teste, em vez de alterar diretamente a carga útil ou os cabeçalhos da aplicação.
O que é EvilWAF?
Segundo a referência, o EvilWAF é um proxy transparente Man-in-the-Middle (MITM) e um scanner de vulnerabilidades de WAF. A ferramenta é apresentada com dois modos: proxy e scanner independente.
No modo proxy, a ferramenta de teste é configurada para enviar o tráfego por meio do EvilWAF. A fonte descreve que o foco está nos perfis TCP, nas impressões digitais TLS, como JA3 e JA4, e em outros aspectos da conexão; as cargas de injeção SQL, o corpo HTTP e os cabeçalhos enviados pela ferramenta de teste não são modificados.
No modo independente, a referência descreve uma avaliação do próprio WAF em dez camadas de defesa, incluindo mecanismo de regras, limitação de taxa, técnicas de evasão, comportamento de métodos HTTP e configurações TLS.
Instalando o EvilWAF
A fonte mostra a preparação do EvilWAF em Kali Linux com um ambiente virtual Python. Os comandos abaixo são reproduzidos como aparecem na demonstração e não foram executados durante a preparação deste artigo.
kali> git clone https://github.com/matrixleons/evilwaf.git
kali> cd evilwaf
kali> python3 -m venv myenv
kali> source myenv/bin/activate
kali> pip3 install -r requirements.txt
kali> python3 evilwaf.py -h

Configurando o certificado SSL
A demonstração informa que, por atuar como proxy MITM HTTPS, o EvilWAF gera um certificado de autoridade certificadora local na primeira execução. O procedimento mostrado pela fonte primeiro inicia a ferramenta para gerar o certificado e depois o importa no sistema Kali para evitar erros de SSL no uso de ferramentas de proxy.
kali> python3 evilwaf.py -t https://example.com
kali> sudo cp /tmp/evilwaf_ca_*/evilwaf-ca.pem /usr/local/share/ca-certificates/evilwaf-ca.crt
kali> sudo update-ca-certificates

Executando o EvilWAF no modo proxy
No modo proxy, a referência inicia o EvilWAF para a aplicação web em auditoria e informa que a interface de terminal escuta em 127.0.0.1:8080 por padrão. Em seguida, ela direciona a ferramenta de teste pelo proxy local.
kali> python3 evilwaf.py -t https://target.com
kali> sqlmap -u "https://target.com/page?id=1" --proxy=http://127.0.0.1:8080
A captura da fonte mostra a interface de terminal usada para acompanhar o tráfego e as técnicas de manipulação de camada de transporte, os perfis de impressão digital e as injeções de cabeçalho aplicadas às solicitações de saída.

Recurso de auto-hunt
A fonte também descreve o recurso auto-hunt, apresentado como uma busca pelo IP de origem por trás do WAF. Segundo a demonstração, essa etapa usa dez scanners paralelos, incluindo histórico de DNS, análise de certificado SSL e enumeração de subdomínios.
kali> python3 evilwaf.py -t https://target.com --auto-hunt
Depois de encontrar um IP de alta confiança, a ferramenta apresentada pela fonte pede confirmação para encaminhar o tráfego diretamente ao servidor de origem.

Especificando o IP do servidor manualmente
Quando o endereço de origem já é conhecido, a demonstração mostra a opção de informá-lo manualmente.
kali> python3 evilwaf.py -t https://target.com --server-ip 1.2.3.4
Modo scanner independente de WAF
A etapa seguinte troca o modo proxy por uma varredura independente de vulnerabilidades do WAF. A referência apresenta esse modo como uma avaliação de falhas de configuração do firewall sem acionar uma ferramenta de terceiros.
kali> python3 evilwaf.py -t https://target.com --scan-only
A demonstração afirma que essa varredura investiga dez camadas de defesa simultaneamente; as duas capturas a seguir pertencem a essa sequência do modo scanner.


Nota importante sobre o Cloudflare
A fonte destaca o Cloudflare como um caso mais difícil, por operar como uma defesa em múltiplas camadas e usar centros de dados distribuídos para identificar e mitigar padrões de ataque.
Segundo a explicação apresentada, a análise considera sinais como impressões digitais TCP/IP e TLS, estrutura HTTP/2 e padrões comportamentais. A correlação desses fatores produz uma pontuação de risco para cada solicitação.
A referência também descreve uma resposta progressiva: desafios podem ser aplicados antes mesmo da inspeção completa da carga útil, e os limites de taxa consideram características da sessão, não apenas o endereço IP. Esse conjunto de sinais torna inadequado tratar o comportamento de um WAF moderno como uma simples lista estática de regras.
Por isso, a fonte ressalta que técnicas eficazes contra WAFs baseados em regras podem não funcionar contra o Cloudflare. O EvilWAF é apresentado apenas como um exemplo de como um bypass de WAF pode ocorrer, e não como uma solução infalível.

Resumo
A referência conclui que ofuscação de carga útil e codificação simples tendem a não ser suficientes diante de WAFs modernos. A demonstração usa o EvilWAF para discutir a relevância de características da camada de transporte, de perfis TLS e de comportamento na avaliação dessas defesas.